Fashion and Sustainability - Raw Materials and Fibers

janeiro 24, 2019

All pieces vintage.
Pictures by Malina May

How to understand raw materials and fibers

When we talk about sustainability in the fashion industry, we have to start from the beginning and, from the way I see it, the most important: the raw materials and fibers that the garment will be or is made of.  
The choice of these raw materials/fibers is what is going to affect the production process and where the biggest impact lies. 

For big brands, it's hard to understand the full traceability of their materials. Nevertheless, since the economy is changing, the consumer is getting savvier and more interested in understanding what they're buying, big companies have to start dedicating more time to fully understand their supply chain, back to the very beginning of each material: farm level.  

Has Claire Bergkamp, Sustainability & Innovation Director at Stella McCartney said during the Environmental Audit Committee at Victoria and Albert Museum - "Building this very basic understanding back in of, “This dress started as a tree”—the trousers I am wearing today literally started as a tree—and that cotton is a flower is probably our biggest challenge."

Besides being aware of the materials used to construct the fabrics we use, in the case of using cotton, one of the most used fibers, they should make sure that it is GOTS certificated.

What does GOTS certificated mean?
A textile product carrying the GOTS label grade ‘organic’ must contain a minimum of 95% certified organic fibers whereas a product with the label grade ‘made with organic’ must contain a minimum of 70% certified organic fibers.

On the other hand, organic cotton uses a bigger amount of water on its production. This and the way of producing other fibres is something I'm studying every day and want to tackle on the next posts. 

If you have any doubts, do not hesitate to comment! Let's start this conversation.

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Como perceber as matérias-primas e fibras

Quando falamos de sustentabilidade na indústria da moda, devemos sempre pensar no início de tudo e, da forma como o vejo, o mais importante: as matérias-primas e fibras de que a peça será ou é feita. 
A escolha destas matérias-primas/fibras é o que vai afectar toda a produção, desde o processamento da fibra, os químicos utilizados, as máquinas usadas para produção, tingimento, entre outros e é nesta escolha que reside o maior impacto na produção. 

No mercado actual, é difícil para as grandes marcas terem uma noção completa dos tecidos e fibras que usam no seu produto final. Isto porque trabalham com diferentes fábricas especializadas em cada processo desde a fibra ao tecido e por isso só têm contacto com o produto final (tecido). No entanto, com as mudanças na economia e como o consumidor está cada vez mais interessado em perceber o processo de fabrico e de que é feita a peça que está a comprar, as grandes marcas vão ter que começar a dedicar mais tempo a perceber a 100% o processo de fabrico das suas peças desde a fase inicial: as plantações/produção da matéria-prima.

Como Claire Bergkamp, a directora da sustentabilidade e inovação na marca Stella McCartney disse durante o Environmental Audit Committee que aconteceu no Victoria and Albert Museum: "Building this very basic understanding back in of, “This dress started as a tree”—the trousers I am wearing today literally started as a tree—and that cotton is a flower is probably our biggest challenge."

Tendo sempre em mente a matéria-prima da peça que estamos a usar: que a nossa camisola já foi uma flor de algodão, que o nosso vestido veio de uma planta chamada linho ou que o nosso top feito de polyester veio de um produto à base de petróleo é um dos primeiros passos para fazermos escolhas mais conscientes. Para além disso, é importante percebermos se o algodão orgânico da peça que queremos comprar é certificada GOTS.

O que é que significa a certificação GOTS?
Um produto têxtil que têm certificação GOTS "organic" deve conter no mínimo 95% de fibras orgânicas certificadas, enquanto que um produto com certificação GOTS "made with organic"deve conter no mínimo 70% de fibras orgânicas certificadas. 

Por outro lado, o algodão orgânico usa uma maior quantidade de água na sua produção que algodão não orgânico. A forma de produção do algodão e de outras fibras é algo que estou a estudar todos os dias e de que quero falar com mais detalhe nas próximas publicações. 

Se tiverem alguma dúvida não hesitem em comentar e questionar. Também estou a aprender todos os dias mais sobre este assunto. Vamos falar sobre sustentabilidade! 


DARKSIDE - PT III

dezembro 12, 2018




Art Direction: Maria Galvão de Sousa, Patrícia de OliveiraTiago Lemos
Fotografia Tiago Lemos
Make up and Hair Maria Luís
Post-production Hugo Fortuna

I've told you about the concept for this project but I would like to explain to you a bit better the inspiration for the styling, my good friend Patrícia did such an amazing job we just have to talk about it. 
We were inspired on the biggest figures that created personas in order to thrive on their careers, the 70’s of David Bowie, from Ziggy Stardust to the Man Who Fell to Earth, and the theatricality of the 80’s of Grace Jones and Prince. Styling inspiration was drawn from brands like Marc Jacobs, Saint Laurent, Balenciaga, Isabel Marant and Adam Selman’s AW18 and from daily life situations. Bright colours, bold prints in neon, animal prints and sequins as the new neutrals.
For this particular look, we were mostly inspired by the late 70's nights at Studio 54, where glitter and glow took center stage. 
These are some of the last pictures from this project, we've had such an amazing feedback from the beginning, I'm so happy. Do let me know your final thoughts on this! 

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Já vos falei do conceito por detrás deste projecto mas gostava de explorar e explicar-vos melhor o conceito de styling, a minha amiga Patrícia fez um trabalho tão espectactular que temos mesmo que falar sobre o styling. 
Fomos inspirados nas maiores figuras Pop que criaram várias personas e alter-egos durante as suas carreira, os anos 70 do David Bowie, desde Ziggy Stardust a The Man Who Fell To Earth, e o ambiente teatral dos anos 80 da Grace Jones e Prince. 
Várias referências foram retiradas das coleções outono inverno de marcas como Marc Jacobs, Saint Laurent, Balenciaga, Isabel Marant e Adam Selman. Cores vibrantes, padrões em néon e lantejoulas foram tratados como os novos neutros.
Para este look em particular, inspiramo-nos nas noites do anos 70 no Studio 54, onde o glitter e as lantejoulas tinham papel principal.

Estas são umas das últimas fotos deste projecto, tivemos feedback tão maravilhoso desde o início, estou tão feliz. Digam-me quais são os vossos comentários finais nestas fotos, gostam deste tipo de projecto? 


Fashion and Sustainability

novembro 28, 2018




All pieces vintage.
Dress and Bag from Trash Vintage
Shirt from grandma's closet

It was really hard for me to understand where to start on these series about sustainability. There is so much I want to talk about.

It is really important that we look into the business of fashion, one that we all really love, with a critical mind. 
That we understand what is a t-shirt? Why does it cost x? What is it made of?
We all wear clothes and it's really imperative that we start to understand their impacts and make more informed decisions behind our shopping.

The democratization of fashion via lower prices it's not a sustainable model. If a business is built on fair wages and living within environmental limits then we cannot sell t-shirts at 3 euros, as we see in some fast fashion stores.

I've read a really interesting paper from the Environmental Audit Committee at Victoria and Albert Museum (find it here) where the Director at the Centre for Sustainable Fashion in the UK said
"With this idea of cheaper fashion, not only are we not getting better value, we are getting worse value, but it is also detrimental both for the makers and the wearers potentially. We have to change cultures and legislation also around advertising and what we are saying about this consumerist attitude—that more is better."

According to statistics we're now consuming 60% more garments than we did in 2000. By 2050 we will need three times the amount of resources if we are to try to satiate consumption levels with the business model that we are using. These clothes seem to be designed to last for very short periods of time. In a time in which it is imperative to take care of our natural resources and reduce carbon emissions, this is just not sustainable.

To start tackling this, I thought I should start from the beginning of the supply chain on fashion, it goes from sourcing raw materials, design and brands,  factories and labour, transport and carbon footprint, selling on stores and online, us as consumers and the life of an item and waste. So, I will start talking a bit better about raw materials and how to choose items by the materials in the next posts. 

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Tenho que admitir que começar a escrever esta série de publicações sobre sustentabilidade foi difícil. Perceber porque tópico começar, há tanto para falar sobre isto!

Em 2018 é muito importante que nós, como consumidores de moda, sejamos críticos em relação ao que compramos.
Temos que perceber o que é uma t-shirt? Porque é que custa x nesta loja e x noutra? De que é que é feita. Todos usamos roupas no dia-a-dia e é imperativo que comecemos a perceber o impacto do que compramos e começar a fazer decisões mais informadas.

A democratização da moda através de preços reduzidos não é um modelo sustentável. Se uma marca e as suas peças são criadas com base em salários justos e dentro dos limites ambientais então é impossível conseguir vender t-shirts a 3 euros como vemos em algumas lojas de fast fashion.

Eu li um paper muito interessante do Environmental Audit Committee que aconteceu no Victoria and Albert Museum em Londres (acedam aqui) onde a diretora do Centre for Sustainable Fashion no Reino Unido disse "With this idea of cheaper fashion, not only are we not getting better value, we are getting worse value, but it is also detrimental both for the makers and the wearers potentially. We have to change cultures and legislation also around advertising and what we are saying about this consumerist attitude—that more is better."

De acordo com as estatísticas, nós estamos a consumir mais 60% de roupa do que em 2000. Até 2050 vamos precisar de três vezes mais recursos para conseguirmos saciar os níveis de consumo com este modelo de negócio. As peças de marcas fast fashion foram desenhadas para durar muito pouco tempo, o que numa altura em que temos que respeitar os nossos recursos naturais e reduzir as emissões de carbono se torna insustentável.

Para começar a falar deste assunto, decidi começar pelo início de tudo, desde as fibras, design/marca, fábricas e mão-de-obra, transporte e pegada de carbono, venda em loja e online, nós como consumidores, vida após uso da peça. Sei que parece muito mas vou tentar falar disto tudo de uma forma leve e concisa. Nas próximas publicações falarei das fibras e dos tecidos e como perceber de que são feitas as peças que compramos.





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